"Da perspectiva dos pais"
"A educação é um dos elementos alicerçais do modo de socialização de qualquer criança, numa perspectiva de integração colectiva e crescimento intelectual. A escola deve promover a verdadeira transformação na vida das crianças, ensinando -as a conviver com a diferença, a escutar, a debater, a praticar a cidadania, a promover a cultura da paz…"
A família deve cuidar, educar para o afeto, transmitir valores e formação pessoal.
Parece-me que nesta correria em que toda agente anda, sobra pouco tempo para conversas entre alunos, pais e professores, o que seria saudável para descobrir por que muitos alunos têm comportamentos alterados, seja em casa ou na escola.
Escola e família completam-se, uma depende da outra por isso deveriam reunir esforços na tentativa de alcançar um objetivo maior.
Se pais e escola trabalhassem em conjunto, sem achar que um estaria a invadir o espaço do outro, se família e escola pudessem partilhar vivências e conhecimento, dialogando entre si dando o exemplo aos mais novos que desta forma tomam-se as decisões mais acertadas em beneficio de uma sociedade melhor.
Um melhor futuro para os alunos é, automaticamente, para toda a sociedade.
Por: Paula Costa
Que não falhem os pais
Escrevo este artigo para reflexão e no seguimento de uma
conferência a que assisti relativamente aos fundos comunitários a receber por
Portugal até 2020.
Depois de muito se falar sobre a valência dos fundos, da
burocracia do processo, das injustiças na distribuição dos fundos, do mau
aproveitamento de programas anteriores, etc., a frase chave que ficou foi:
"Que não falhem os empresários".
E isto levou-me para o nosso papel de pais, que muitas vezes
reclamamos de muita coisa, para não dizer de tudo, relativamente ao ensino em
si, às escolas, aos professores, etc., porém quantos de nós acompanha
diariamente o que se passa com os nossos filhos, os ajuda nos trabalhos de
casa, compartilha atividades com eles, comparece nas reuniões de pais, faz-se
representar numa associação de pais procurando contribuir para a melhoria do
futuro dos nossos filhos?
Muitos de nós deixamos nas mãos dos outros o futuro dos
nossos filhos.
Há algum tempo atrás li um artigo sobre um estudo referente
ao tempo que os pais partilham, efetivamente, em média com os filhos: cinco
minutos por dia. Trata-se de uma média, de uma estatística e embora acredite
que não seja tão pouco, se pensarmos no tempo que realmente
"passamos" a realizar alguma atividade com eles, se calhar não está
assim tão longe.
Estes dias em conversa com um amigo, que todos os dias, fora
do horário de trabalho, está em casa, dizia-me que foi surpreendido pela filha
que lhe disse: "pai, estou com saudades tuas".
Espero com isto relembrar o papel importante e o grande
privilégio que temos enquanto pais.
E termino como comecei: QUE NÃO FALHEM OS PAIS.
Rodrigues Oliveira
8/2/15
Escola
•A escola, ao contrario do que
muitos pais pensam, não é “aquele lugar” onde as crianças / adolescentes passam
os dias, com a obrigação de aprender alguma coisa e onde os professores têm
todas as responsabilidades.
•A escola faz parte do quotidiano familiar da criança / adolescente e os pais devem estar envolvidos em todo o processo de aprendizagem.
•O envolvimento das famílias melhora
o sentimento de ligação à comunidade. Este envolvimento Escolar – Família
contribuirá significativamente para uma educação de sucesso, com sucesso, para
o sucesso…
•Aos encarregados de educação cabe a
tarefa de fomentar nos seus filhos a noção de responsabilidade, que estes
desempenhem responsavelmente o papel de estudantes, de forma a que, hoje
enquanto jovens se preparem para a vida adulta.
Manuel
Paiva
10-02-2015
10-02-2015
“Mãe, está a dar-me uma cãibra” disse o meu filho depois de colocar a mochila nas costas.
Todos os dias, quando ajudo o meu filho a transportar a mochila para mais um dia de escola,fico preocupada com o peso que ele carrega. O meu filho pesa 32.8 Kg. A mochila, verifiquei um destes dias, pesava 8 kg: o manual, o livro de exercícios e o caderno para cada uma das disciplinas. Ele carregava às costas aproximadamente 25% do seu próprio peso. Tenho conhecimento de situações em que as crianças caem para trás com o peso das mochilas
Depois da alteração dos tempos lectivos de 90 minutos para 50 minutos as crianças e os adolescentes têm mais aulas diariamente. Terão pois que transportar mais livros.
O excesso de peso nas mochilas tem consequências graves. Pode causar danos a longo prazo: defeitos de postura, capazes de evoluir com o tempo para escoliose infantil, cifose ou artrose precoces. Pode, em alguns casos, perturbar o crescimento dos ossos da criança. Tudo problemas irreversíveis e causadores de má qualidade de vida.
Penso portanto que a “escola “ devia preocupar-se mais com esta questão e não exclusivamente com a redução de gastos. Até porque essa redução é só a curto prazo. Futuramente, na vida adulta, estas crianças sofreram de desvios de coluna, e outros tipos de doenças que ficaram muito mais caros ao estado.
Decidi pesquisar, na internet, se há algum limite de peso estipulado por lei para o transporte de peso nas mochilas.
A conclusão a que cheguei é que em Portugal não há qualquer tipo de legislação, já no Brasil, há “Leis que determinam carga máxima por faixa etária”
“Em alguns Estados, como no Rio Grande do Sul, e em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro, existem leis que estipulam o peso máximo que pode ser carregado pelos estudantes. A lei gaúcha determina que esse limite é de 5% do peso do aluno na Educação Infantil e de 10% do peso do aluno no Ensino Fundamental.
Uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Ortopedia (SBOT) aponta que crianças de apenas sete anos carregam cerca de 15% do seu próprio peso e, quando a carga transportada é grande, a postura e o esforço requeridos chegam a afetar a capacidade respiratória. Segundo um estudo do Departamento de Fisioterapia da USP, o peso adequado deve ser, no máximo, de 10% do peso corporal, o que raramente ocorre."
Devemos ter consciência destes problemas, e exigir dos poderes públicos tomadas firmes de posição. Com a saúde das nossas crianças não se pode transigir. Elas confiam em nós, não as podemos atraiçoar!
Paula Costa
3/2/15

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Cá estamos... mais um ano... mais do mesmo!
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